CHAMADA PARA SIMPÓSIO TEMÁTICO: SEXUALIDADES E IDENTIDADES NA ANTIGUIDADE TARDIA E MEDIEVO
VI CIEAM: CICLO INTERNACIONAL DE ESTUDOS ANTIGOS E MEDIEVAIS, UNESP/ASSIS, 15 A 18 DE JUNHO DE 2015.
Coordenação do ST: Dra. Semíramis Corsi Silva (GLEIR/UNESP - Franca) e Ma. Luciana de Campos (UFPB/NEVE)
Inscrições de comunicações até 20 de março, CLIQUE AQUI.
O objetivo desse Simpósio Temático é propor uma discussão sobre Identidade e Sexualidade na Antiguidade Tardia e no Medievo utilizando diversos tipos de fontes: literárias, históricas, iconográficas, filosóficas, etc.
De acordo com Zygmunt Bauman (Identidade, 2005, p. 25), os estudos sobre identidade, ora renegados ao campo da meditação filosófica, agora se mostram como o “papo do momento”, fruto dos processos de globalização e dos contatos entre diversos grupos e culturas na atualidade. Como identidade, estamos compreendendo a representação de si, ou de um grupo, enquanto pertencente a um conjunto de pessoas com valores e características, étnicas e/ou culturais, compartilhadas. Como nos mostra Edward Said (Orientalismo), a construção das identidades sempre perpassa pela visão do eu/nós em oposição ao outro ou aos outros. Assim sendo, as construções das identidades devem ser percebidas em seus aspectos relacionais, sendo que um mesmo indivíduo ou grupo pode manter múltiplas identidades. O estudo das construções identitárias na Antiguidade Tardia e na Idade Média, ao mesmo tempo em que se mostra atual em termos de objeto de estudo, proporciona um desafio aos historiadores e a possibilidade de reflexões que buscam contrastes em relação ao nosso presente.
Da mesma forma que o estudo sobre as identidades, o estudo sobre sexualidade, tanto na Antiguidade Tardia como no Medievo, tem ganhado visibilidade na historiografia das últimas décadas tornando-se, portanto, uma discussão necessária para uma maior compreensão dos papéis femininos, masculinos e homoafetivos, bem como sobre as relações sociais: o casamento, o divórcio e o controle social que permeia todas essas relações nesses dois contextos e nas diversas sociedades que constituíram o que conhecemos hoje como Antiguidade Tardia e Idade Média. O assunto, como nos aponta Philippe Ariès e e André Béjin (Sexualidades Ocidentais), está distante de ser esgotado e requer novas abordagens, proporcionando assim uma maior compreensão não só das práticas e representações sexuais dos homens e mulheres da Antiguidade Tardia e do Medievo como amplas reflexões sobre a mesma temática em nossa contemporaneidade.
Palavras –Chaves: Estudos de Identidade/Estudos de Sexualidade/ Antiguidade Tardia /Medievo / Novas abordagens.