O grupo interinstitucional NEVE tem como principal objetivo o estudo e a divulgação da História e cultura da Escandinávia Medieval, em especial da Era Viking, por meio de reuniões, organização de eventos, publicações e divulgações em periódicos e internet. Conta com a colaboração de professores, pós-graduandos e graduandos de diversas universidades brasileiras, além de colaboradores estrangeiros. Filiado ao The Northern Women’s Art Collaborative (Universidade de Brown, EUA) e
à ABHR (Associação Brasileira de História das Religiões). Vinculado ao Programa de Pós Graduação em Ciências das Religiões da Universidade Federal da Paraíba. Registrado no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPQ. Contato: neveufpb@yahoo.com.br


sábado, 18 de abril de 2015

BERSERKIR EM EVENTO DE HISTÓRIA NA UECE




Os guerreiros berserkir foram tema de comunicação durante o evento XVIII SEMANA DE HISTÓRIA - UECE (13 - 17 Abril), integrante do Simpódio Temático: Cultura, Sociedade e Poder na Antiguidade e no Medievo. A pesquisa foi apresentada pelo mestrando em História José Lucas Cordeiro Fernandes, membro do NEVE.



Titulo: Pelo fogo e pelo aço: o imaginário de demonização na Íslendigasögur sobre os Berserkir (MAHIS-UECE/NEVE). 

Resumo: Este trabalho tem por objetivo analisar e compreender o processo de cristianização da Islândia, mais especificamente por meio da compreensão da constituição do imaginário, presente nas Íslendigasögur, as sagas dos islandeses. Este repertório é riquíssimo e documenta a formação de um imaginário elaborado no decorrer da expansão cristã e retrata bem a época em que foram produzidas, entre os séculos XII e XIV, na terceira e final parte da cristianização da Escandinávia como um todo (região que a Islândia faz parte). Por meio de elaboração de representações negativas, as estratégias cristãs passam a demonizar símbolos significativos da religião tradicional daquela localidade. Um exemplo, os guerreiros Berserkir – os que vestiam a pele do urso -, representavam a força de Óðinn (Deus líder do panteão nórdico), sendo um símbolo poderoso pela sua imunidade ao aço e ao fogo, por sua destrutível força e fúria na batalha principal, algo que na nossa fonte fará mudanças e disputas para favorecer e consolidar o cristianismo, inclusive destronando suas principais características de poder, sendo esta nossa principal análise desta reflexão. Por fim, buscamos juntamente com o aporte teórico da História Cultural, apresentar resultados que tornem claro a participação da fonte nesse processo, os sentidos de demonização e seus múltiplos jogos de poder na sociedade medieval islandesa. 

Palavras- Chave: Íslendigasögur; Demonização; Imaginário.