O grupo interinstitucional NEVE tem como principal objetivo o estudo e a divulgação da História e cultura da Escandinávia Medieval, em especial da Era Viking, por meio de reuniões, organização de eventos, publicações e divulgações em periódicos e internet. Conta com a colaboração de professores, pós-graduandos e graduandos de diversas universidades brasileiras, além de colaboradores estrangeiros. Filiado ao The Northern Women’s Art Collaborative (Universidade de Brown, EUA) e
à ABHR (Associação Brasileira de História das Religiões). Vinculado ao Programa de Pós Graduação em Ciências das Religiões da Universidade Federal da Paraíba. Registrado no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPQ. Contato: neveufpb@yahoo.com.br


sexta-feira, 21 de abril de 2017

Conferência sobre vikings em Pernambuco



Conferência: A invenção do Norte - vikings, Era Viking e vikingmania na historiografia oitocentista, com Johnni Langer (UFPB/NEVE).
I Colóquio de História Cultural da Universidade de Pernambuco (UPE), Petrolina, 5 de dezembro de 2017.

A criação do Norte: vikings, Era Viking e vikingmania na historiografia oitocentista
 
Resumo: A conferência pretende realizar uma análise historiográfica sobre a figura moderna do viking, elaborada essencialmente pela arte romântica ao início do Oitocentos e posteriormente aprimorada pela academia europeia. Após ter sido heroificada pela literatura, a imagem do viking torna-se um tema icônico nas artes plásticas e foi transformada pelas disciplinas da Arqueologia e História em figuras históricas com forte conteúdo nacionalista e aventureiro. Na segunda metade do Oitocentos, foi criado o conceito histórico-arqueológico de Era Viking, que possuía forte conotação imperialista e nacionalista, além de propagar referenciais regionalistas de cultura material nórdica. As elaborações oitocentistas vão constituir a base principal para a vikingmania durante o século XX e XXI e são atualmente analisadas, criticadas, ressignificadas e desconstruídas pelos escandinavistas contemporâneos em diversas situações. Nossa pesquisa é baseada nos referenciais de História Cultural advindos de Peter Burke e Carlo Ginzburg, além de utilizarmos a metodologia do imaginário social de Bronislaw Baczko e Hilário Franco Júnior, bem como os estudos de Andrew Wawn (arte romântica), os referenciais pós-colonialistas de Frederik Svanberg, Maja Hagerman e John Lind e a perspectiva do hibridismo cultural dos escandinavistas Clare Downham e Katherine Clare Cross.

 
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