O grupo interinstitucional NEVE tem como principal objetivo o estudo e a divulgação da História e cultura da Escandinávia Medieval, em especial da Era Viking, por meio de reuniões, organização de eventos, publicações e divulgações em periódicos e internet. Conta com a colaboração de professores, pós-graduandos e graduandos de diversas universidades brasileiras, além de colaboradores estrangeiros. Filiado à ABHR, VIVARIUM e ABREM. Registrado no CNPQ. Contato: neveufpb@yahoo.com.br

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

ASTRONOMIA E MITOS CELESTES ANGLO-SAXÕES: UMA BIBLIOGRAFIA

 


ASTRONOMIA E MITOS CELESTES ANGLO-SAXÕES: UMA BIBLIOGRAFIA

Prof. Dr. Johnni Langer (UFPB/NEVE)

Nas recentes investigações envolvendo História da Astronomia e Etnoastronomia da Europa medieval, um dos campos temáticos mais pesquisados são os registros realizados na Inglaterra anglo-saxônica, especialmente as narrativas de Beda e a Crônica anglo-saxônica. Estes registros envolvem computo do tempo e calendário, observações de fenômenos atmosféricos (halos solares e lunares, auroras boreais, parélios solares e lunares) e astronômicos (eclipses solares e lunares, passagens de meteoros e cometas, conjunções entre planetas, Lua Sol e estrelas, ocultações de planetas e estrelas pela Lua, etc), associados ou não a mitologias celestes. Esses registros são extremamente importantes para diversos estudos, desde o conhecimento técnico e científico do período, assim como para uma melhor compreensão dos referenciais religiosos, míticos e imaginários da Europa Alto Medieval. E além disso, são importantes elementos comparativos para o estudo etnoastronômico de outras áreas próximas e do mesmo período, como a Escandinávia e o mundo báltico-eslavo.



Constelações de Argo e Cetus, realizada por um artista anglo-saxão no estilo da escola de Winchester (Harley 2506, f. 42, século X).


A seguir elencamos algumas publicações acadêmicas envolvendo o tema.



HARKE, Heinrich. Astronomical and atmospheric observations in the Anglo-Saxon Chronicle and Bede. The Antiquarian Astronomer (2012), Bd. 6, S. 34-43. Disponível aqui.


WILTON, Dave. Astronomy in anglo-Saxon England. Teach Astronomy, 2011. Disponível aqui.


BEARD, Daren. Astronomical references in the Anglo-Saxon Chronicles. Journal of the British Astronomical Association, Vol. 115, No. 5, p. 261. Disponível aqui.


BRAZELL, Owen. Astronomical observations in the Anglo-Saxon Chronicle.  Journal of the Royal Astronomical Society of Canada Newsletter, Vol. 78, 1984, pp. 56-57. Disponível aqui.


MARDON, E. & MARDON, A. The eleven observations of comets between 687 AD and 1114 AD recorded in the Anglo Saxon Chronicle. Asteroids, Comets, Meteors 1991, pp. 385-393. Disponível aqui.


KINDER, A. J. The progress of Astronomy in england - earliest times to 1558. Journal of the British Astronomical Association, vol.100, no.4, p.182-190. Disponível aqui.


JOHNSON, S. J. On the Eclipses mentioned in the Anglo-Saxon chronicles. Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, Vol. 33, p.402. Disponível aqui.


LYNN, W. T. Eclipses mentioned in the Anglo-Saxon Chronicle. The Observatory, Vol. 21, p. 206-207 (1898). Disponível aqui.

DALL´UOMO, Umberto. Latin terminology relating to aurorae, comets, meteors, and novae. Journal for the History of Astronomy, Vol. 11, 1980, pp. 10-27. Disponível aqui.


CHATFIELD, Christopher. The Dark Ages. The gallery of natural phenomena: the earth, the sea, the sky - and beyond, 2013. Disponível aqui.


WILTON, Dave. Astronomy in Anglo-Saxon England, 2013. Disponível aqui.




Registro de cometa ou fenômeno atmosférico, Omne Bonum, século XIII.