O grupo interinstitucional NEVE tem como principal objetivo o estudo e a divulgação da História e cultura da Escandinávia Medieval, em especial da Era Viking, por meio de reuniões, organização de eventos, publicações e divulgações em periódicos e internet. Conta com a colaboração de professores, pós-graduandos e graduandos de diversas universidades brasileiras, além de colaboradores estrangeiros. Filiado ao The Northern Women’s Art Collaborative (Universidade de Brown, EUA) e
à ABHR (Associação Brasileira de História das Religiões). Vinculado ao Programa de Pós Graduação em Ciências das Religiões da Universidade Federal da Paraíba. Registrado no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPQ. Contato: neveufpb@yahoo.com.br


sexta-feira, 17 de junho de 2016

NOVOS DOUTORANDOS EM TEMAS NÓRDICOS

Os estudos nórdicos brasileiros acabam de ganhar um novo incremento para o desenvolvimento da área. Os historiadores Leandro Vilar Oliveira e Pablo Gomes de Miranda acabam de serem aprovados para o Doutorado em Ciências das Religiões na UFPB (PPGCR), ambos com projeto relacionados com Escandinávia Medieval.  As duas pesquisas serão orientadas pelo professor Johnni Langer (UFPB/NEVE).




https://agbook.com.br/book/53308--Poder_e_Sociedade_na_Noruega_Medieval 

Pablo Gomes de Miranda é um dos criadores do grupo NEVE e desde a sua graduação em História vem desenvolvendo estudos nórdicos, especialmente os relacionados à Era Viking (o seu TCC foi transformado em livro: Poder e  sociedade na Noruega Medieval, foto). Durante o seu mestrado na UFRN investigou a espacialidade e a monarquia norueguesa.
O seu projeto de doutorado envolve tanto pesquisas sobre mitologia como religião no mundo escandinavo medieval: Mito e Rito na Europa Setentrional Pré-Cristã: investigando a Caçada Selvagem na poesia e prosa escandinava do séc. XII - XIV.

Resumo: O objetivo desse projeto é apontar os elementos necessários para a avaliação de um projeto a nível de Doutorado em Ciências das Religiões. O nosso interesse está em investigar um conjunto de mitos referentes a Europa setentrional e geralmente constituído por uma marcha ou uma procissão de seres fantásticos, liderados por alguma figura de grande importância política ou religiosa, sendo precedida por visões apavorantes e barulhos ensurdecedores. Os Einherjar são os guerreiros mortos em batalha e recebidos no pós-vida da mitologia escandinava pré-cristã, descritos fontes de naturezas diversas: poemas elegíacos, sagas islandesas e crônicas medievais escritos em um período longo e que, sem dúvida, sofreram diversas transformações. Tendo como fio condutor os poemas Helgakviða Hundingsbana I e II, além do poema Helgakviða Hjörvarðssona, propomos também indagar sobre a natureza desse conjunto de mitos acerca de um possível caráter ritualístico, ligado a dramatização de natureza xamânica.

Palavras-Chave: Caçada Selvagem; Einherjar; Literatura Medieval; Mitologia Nórdica.




O historiador Leandro Vilar Oliveira estuda a Mitologia Nórdica vários anos, tendo publicado diversos estudos sobre este tema em revistas acadêmicas. O seu projeto de doutorado envereda também para a relação entre mitos e ritos na Escandinávia Medieval: O simbolismo religioso da serpente na Escandinávia da Era Viking (séculos VIII-XI d.C.).
Tema: As diferentes variações simbólicas dadas à serpente na Escandinávia da Era Viking (VIII-XI), procurando analisar como tal animal foi interpretado ao longo daquele recorte temporal e sua importância e função na cultura, sociedade e religiosidade.
Objetivo principal: Compreender as diferentes interpretações simbólicas associadas à imagem da serpente em suas representações na cultura material do período viking, a fim de se analisar a função e papel desse animal na cultura, sociedade, religião e mitologia daqueles povos.
Objetivos secundários:
·         Identificar se o simbolismo da serpente foi na sua maioria autóctone ou teve grande influência externa.
·         Descobrir quais simbolismos associados às serpentes foi mais comum naquelas sociedades e cultura, e como sua gente se relacionava com tais significados.
·         Procurar analisar se o simbolismo da serpente teria apenas um viés mitológico, ou esteve associado também à religião e magia.